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Vamos falar do bom dia?

por Mary, em 18.09.20

Não sei se já alguma vez falei sobre isto mas, provavelmente, já. Mas é uma coisa que me incomoda tanto, mas tanto que cá vai outra vez.

Sou daquelas pessoas estranhas e raras que quando chego a qualquer lado digo bom dia ou boa tarde, independentemente, de conhecer as pessoas ou não. Sou daquelas pessoas que evita passar no meio de duas outras que estão em amena cavaqueira no meio da rua mas que quando não tem outra hipótese, peço "com licença" e passo... sou do tempo do "se faz favor" e do "obrigado" e, por tudo isto quando digo bom da  não me respondem fico piurça. De tal forma que às vezes me é difícil disfarçar o desagrado e repito várias vezes até obter resposta do outro lado. 

De uma das vezes que tal me aconteceu (e acontece-me tantas quando faço os turnos da manhã e o pessoal vai tomar o pequeno-almoço ainda meio a dormir), passa um senhor e eu digo bom dia e não recebo resposta. Num ato irrefletido e completamente "ofendida" arremelguei os olhos e fiquei com aquela expressão parva na cara de "WTF, podias ter dito alguma coisa... Eu não sou invisível". O senhor estava de costas, eu podia extravasar a minha indignação, certo? ERRADO! Regra nº 1 de hotelaria e da vida: HÁ SEMPRE ALGUÉM A VER. Não podemos perder a postura NUNCA. Mas num  momento de fraqueza, saiu-me um desabafo silencioso, numa expressão indignada de quem se sente complementarmente invisível e insignificante.

A esposa vinha logo a seguir e fui apanhada em flagrante na minha indignação. Fiquei para morrer! Podia ter corrido muito mal, mas a senhora tomou o meu partido e obrigou o marido a voltar para trás e a dizer-me bom dia. Eu apanhei a maior vergonha da minha vida e aprendi mais uma lição ao fim de 13 anos de hotelaria (já a devia saber - mas a malta não é de ferro).

Outra coisa terrível... não rebolem os olhos enquanto estão ao telefone com um cliente e com outro à vossa frente... Já sabem! O que se quer é calma, serenidade, simpatia, sorriso franco e disponibilidade. Somos pessoas empáticas mas não demonstramos emoções pessoais, tá? Temos de ter um saco sem fundo de paciência. Aliás, a paciência devia vir junto ao salário. 

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imagem retirada do FB Portal da Motivação - https://www.facebook.com/portaldamotivacao

 

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13 comentários

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infp a 20.09.2020

ai o sr. deputado... estou a ver a personagem!!
a minha história tbm involveu a ponta de um dedo bem na minha cara. foi um mal entendido GIGANTE, o senhor não quis explicar (isto foi noutro país e apesar de eu ter um crachá com o meu nome e país de origem, o senhor nunca falou comigo em português) e só perguntava pelo gerente e por um puto estagiário que nem sequer lá estava naquele turno. fui chamar o gerente e enquanto ele não vinha disse-lhe em portugues (e detestava tanto aquele trabalho que já nem queria saber) que não era escrava dele e que não tinha direito de ser mal educado. quando o assunto estava tratado fui a correr para o backoffice e desatei a chorar

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